Estive no Sheol (mundo dos mortos) mais uma vez

Estive no Sheol (mundo dos mortos) mais uma vez; o que antes era uma alegria, por rever meu pai e minha mãe juntos, dessa vez se transformou numa experiência devastadora. Fui acordando do outro lado, aos poucos, deitado na sala, num colchão preparado no chão; segundo eu entendi, toda pessoa viva tem seu contraposto nesse mundo. As famílias são os responsáveis por zelar pelos seus "corpos de Sheol", enquanto eles não "acordam" (não chegam, ou em última instância, quando morrem na vida). Pois bem, das outras vezes, quando acordei lá, chamei pela minha mãe, e pelo meu pai; eles sempre vieram correndo ao meu encontro, resolutos. Dessa vez foi diferente! Ao longo do tempo, fui percebendo meus pais mais "entristecidos"; eu percebi isso. Da última vez, meu pai nem olhou para a minha cara; estivera chorando, enquanto abraçava a minha mãe... Pois bem, dessa vez, eu chamei pelo meu pai; ele saiu do quarto dele, o ambiente, como sempre escuro (nunca estivera sol, do outro lado), e então continuei deitado, sem forças ainda para levantar-me. Comecei a explicar algumas coisas sem noção, mas sempre alertando meu pai de que, como sempre, eu retornaria à vida, para cumprir minha missão! Ele sempre solicito, entendendo, como se entende a um louco... Perguntei pela minha mãe; ele me disse que ela tinha "largado" ele, e sumido naquele mundo. Foi aí que entendi: o mundo dos mortos é um lado real, com conflitos inclusive; antes de acordar, inclusive, a voz que fala comigo me dissera: - eles estão aguardando o julgamento. Foi só que entendi minha missão: a voz continuou a dizer - por isso, insista, inste, pregue, a tempo e fora de tempo! Uma última coisa: das últimas vezes em que vi o corpo de Sheol do meu irmão, ele estivera como que num homecare, numa maca preparada, com uma máscara de oxigênio; eu nunca entendi isso, e um dia questionei aos meus pais, que me disseram somente que ele estava muito doente (seu corpo de Sheol) - detalhe: meu irmão ainda é vivo! E dessa vez, fui até o quarto do meu irmão, e chamei: - Dodozinho, iuhu... - e meu pai me explicou que ele não estava mais lá, que havia sido admitido ao hospital, pois estava muito mal. Meu desespero cresceu em mim de tal forma, que indaguei à Voz, que não me respondera senão - se alguém morrer aqui, desce!!! Resultado: acordei, mais uma vez, vivo, derrepente. E compreendi que um dia vou morrer, definitivamente, de fato. E que minha missão do outro lado será "consertar" toda essa situação, na minha família e do outro lado inteiro! Entretanto, a voz me dissera: Jesus também está aqui; sem entender nada, ameaçado, desacreditado... - compreendi que minha missão será resolver isso tudo, porém ao concluir isso, a Voz me inseriu o seguinte pensamento: todos sempre pensam isso... 😥 - Relatos de Whinsburg, Luiz Bella.
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